Tartarugas Marinhas de Cabo Verde
Plataforma de divulgação do trabalho em defesa das Tartarugas Marinhas em Cabo Verde
25 Julho 2010

As equipas de monitores comunitários e os voluntários já estão a fazer trabalho de campo nas três ilhas 

 

Inicia mais uma campanha anual de conservação das tartarugas marinhas no Noroeste de Barlavento. Nas ilhas de Santo Antão, São Vicente e São Nicolau as comunidades piscatórias, apoiadas pelas associações de voluntários e com apoio e assessoria técnica do INDP, desenvolvem acções de monitorização de praias, marcação de tartarugas e acompanhamento dos ninhos.

 

Em São Vicente

  

A monitorização nocturna nas praias do Norte da Baía até a Praia grande e também na praia do Lazareto é assegurada pela Associação Ponta de Pon ,a  Liga das Associações Juvenis de São Vicente e voluntários internacionais do "Espaço Jovens".

 

De manha, às 6h, fazem prospecção de praia. Como é evidenciado na foto, uma das maiores ameaças é a concentração de lixo plástico nas praias. São, em grande parte, produtos da pesca industrial na ZEE e sub-região oeste africana.

 

Neste ano de 2010 contamos com participação da Associação Amigos de Calhau e Biosfera I que têm feito as prospecções à volta da ilha de São Vicente.  

 

 

Em Santo Antão: 

O trabalho é está sob responsabilidade da Associação Comunitária Nova Experiência Marítima da Cruzinha da Garça (ACNEMC), com supervisão e apoio dos pescadores locais, José Carlos dos Santos e Laurindo Andrade. A execução é da responsabilidade da equipa local de monitores.

 

 Apadrinhamento da Laurinda, uma tartaruga Caretta caretta, em Cruzinha da Garça

 

Equipa de monitores da Cruzinha

equipa de monitores da Cruzinha da Garça

 

 

 

 

 

 

publicado por INDP às 13:35
03 Junho 2010

O lançamento das tartarugas ocorreu no dia 20 de Maio, na praia da Laginha na presença de um grande número de crianças do EBI e de algumas pessoas que se encontravam próximas do local.

 

 

Depois de terem passado algum tempo em recuperação no INDP, três tartarugas foram devolvidas ao seu ambiente natural. As tartarugas que foram devolvidas ao mar são duas Tartarugas Comum (Caretta caretta), uma fêmea chamada Criolinha e um macho chamada Jorge, e ainda uma Tartaruga Oliva (Lepidochelys olivacea) que recebeu o nome de Olívia.

 

 

Para muitos das crianças era a primeira vez que viam uma tartaruga, e foi possível verificar que ficaram felizes por terem participado no lançamento da Criolinha, do Jorge e da Olívia para o seu ambiente natural.

 

 

Agradecimentos:

Á Delegação do Ministério da Educação e Ensino Superior de São Vicente por ter colaborado permitindo a presença dos alunos do EBI;

Aos professores do EBI presentes que ajudaram na organização dos alunos e

Á policia Marítima por ter ajudado a manter a ordem no local.

publicado por INDP às 08:51
31 Maio 2010

No dia 7 de Maio, uma tartaruga Verde (Chelonia mydas) juvenil foi encontrada presa numa rede de malha juntamente com um saco, próxima da Baía de Salamansa. Quando chegou ao INDP, pelos ferimentos apresentados, foi possível verificar que ela estava presa na rede já havia algum tempo.

A rede provocou um corte longo e profundo a volta do pescoço , o que dificulta a sua respiração, e um outro corte na base da barbatana anterior direita, deixando o osso completamente visível. Esta barbatana encontrava-se quebrada e inflamada facto que provocou a perda de ¾ desta, de forma natural (as fotos mostram como se encontrava a tartaruga).

 

 

 

A esta tartaruguinha, que tem o comprimento de carapaça de 33 cm e o peso de 4,3 kg, foi dado o nome de Estrela. Ela já foi assistida por um veterinário que recomendou a continuação da medicação iniciada em relação ao pescoço. E decidiu pela amputação da parte restante da barbatana, visto que já não apresentava nenhuma possibilidade de recuperação. A amputação já foi feita e Estrela encontra-se agora em recuperação.

 

 

 

 

 

Esta foi a terceira tartaruga encontrada presa em rede de pesca, em menos de 1 mês, e todas são provenientes da região próxima da Baía da Salamansa. A verdade é que as redes abandonadas ou perdidas têm constituído um perigo para as nossas tartarugas, uma vez que ao ficarem presas elas não se conseguem libertar, ficando destinadas a uma morte lenta, caso não tenham ajuda de  Alguém.

Neste caso ,e ainda bem, a nossa tartaruguinha teve a ajuda de alguém.

publicado por INDP às 15:24
28 Maio 2010

No verão 2008, três rapazes encontraram uma tartaruguinha Comum (Caretta caretta)recém-nascida na zona de Salamansa. Desde então eles mantiveram a tartaruga em casa, onde foi criada em água doce e alimentada com peixe. Ela  chamada-se Nina, mede 35 cm e pesa 4250 gramas.

Kevin Gomes (18 anos), Eldimar Brito (16 anos) e Helvis Jesus (18 anos) chegaram a conclusão de que já não tinham condições de manter a tartaruguinha em casa e, por isso decidiram devolvê-la ao mar por não terem espaço suficiente e nem como a alimentar.

 

 

Foi então que se aperceberam que a Nina não sabia caçar, logo a sua sobrevivência no mar estaria comprometida. Foi o mais novo dos rapazes que frisou a frase “nô lembrá que el ca sabia caça e el tava ta ba morrê sô nô mandal pa mar” (nós lembramo-nos que ela não sabia caçar e iria morrer se nós a devolvêssemos ao mar).

 

Tendo esses problemas, resolveram entregar a tartaruga ao INDP para que ela possa ser treinada antes de ser lançada ao mar, de forma a aumentar as possibilidades de sobrevivência.

Este episódio reforça a necessidade de lembrarmos a TODOS que ao encontrarem uma tartaruguinha NÂO a levam para casa, mas sim que a DEVOLVAM ao mar que é a sua casa.

publicado por INDP às 15:18
20 Maio 2010

Após terem passado um periodo de reabilitação, no INDP, três tartarugas serão lançadas ao mar, pelo que:

O Projecto de Conservação das Tartarugas Marinhas (PCTM-INDP) convida a todos a participar no lançamento de 3 tartarugas ao mar no hoje 20 de Maio, quinta-feira, pelas 16 horas, na praia da Laginha, em São Vicente.

  

As tartarugas a serem lançadas ao mar são duas tartarugas comum (Caretta caretta)  e uma tartaruga Oliva (Lepidochelys olivacea).

Esta é a Criolinha (uma femêa da tartaruga comum) e foi marcada com as anilhas nº 250 (barbatana anterior direita) e 249 (barbatana anterior esquerda).

 

 A Tartaruga Oliva (femêa) foi dada o nome de Olivia e marcada com as anilhas nº 251 (barbatana anterior direita) e 252 (barbatana anterior esquerda).

 

E o macho da tartaruga comum, chamado de Jorge, foi marcado na barbatana anterior esquerda com o nº 245 e na barbatana posterior direito com o nº 246.

 

  

O PCTM-INDP conta com a presença de todos.

publicado por INDP às 12:13
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comentários recentes
Ótimo Trabalho
Trabalho valioso desta lembrança de resgate
Ainda bem que as pessoas ajudaram
verdade
Olá :)Este blog tem andado muito "sossegado", faz ...
Belíssimo este trabalho. Parabéns!
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