Tartarugas Marinhas de Cabo Verde
Plataforma de divulgação do trabalho em defesa das Tartarugas Marinhas em Cabo Verde
18 Outubro 2011

Apesar da fraca época que tivemos, relativamente a frequência de TM nas nossas praias em São Vicente, as eclosões já iniciaram e são sempre motivo de alegria.

As eclosões

A primeira eclosão aconteceu no dia 1 de Outubro por volta da 20:00, na praia do Galé. Do ninho, com 49 dias de incubação, nasceram as primeiras 24 Tartaruguinhas. Poucos dias depois nasciam mais 21 Tartaruguinhas, que nasceram simultaneamente de dois ninhos, do ninho que já havia eclodido e de um outro que já ia no 54º dia de incubação.

 

 

O lançamento ao Mar

Como as tartaruguinhas nasceram sábado a noite, o lançamento aconteceu no domingo de manhã (as 7h) na praia da Laginha. E como é hábito o acto chamou a atenção das pessoas que se encontravam na praia, que aproveitaram para fazer algumas perguntas, tais como: “ Onde nasceram?” “Quanto tempo levam para se reproduzirem pela primeira vez?” “ Se o facto de serem lançadas numa outra praia, que não aquela onde nasceram, irá as afectar quando forem adultas?” “Porque não deixamos elas crescerem um pouco mais antes de ás ao mar?” etc., e é claro que dentro das nossas possibilidades fomos respondendo as perguntas.

 

 

Para o 2º lançamento ao mar que aconteceu numa terça-feira a tarde (as 18h), foi possível convidar algumas crianças do EBI para o acto de lançamento, como já vem sendo hábito. Desta vez foi uma turma do 4º ano da Escola Aurélio Gonçalves, que participou no lançamento, e como sempre as perguntas das crianças, que são sempre bem-vindas, não faltaram.

 

 

 

Agora que estas tartaruguinhas já se encontram no seu lar, esperemos que tenham sorte para que algumas delas consigam chegar a fase adulta e um dia voltarem à uma das nossas praias para desovar.

 

 

publicado por INDP às 12:04
03 Novembro 2010

Durante a faina de pesca no dia 28 de Outubro de 2010, alguns pescadores de Salamansa encontraram duas tartarugas marinhas enroladas numa rede entre Calhau e Baia da das gatas, São Vicente. A rede é usada em embarcações estrangeira durante a pesca de atum. Os pescadores resgataram as tartarugas e trouxeram-nas para terra. De seguida contactaram o INDP.

 

 

Se tratava de duas tartarugas marinhas de espécies diferentes. Uma era juvenil da tartaruga comum Caretta caretta, também chamada nesta de zona de tartaruga de praia pois é a espécie normalmente encontrada nas praias a desovar. Media 55,5 cm comprimento de carapaça. Foi marcada com as anilhas de nº 540 e 541 e baptizada com o nome de Dorinha. Ela não apresentava ferimento nem sinais de stress, portanto, os pecadores decidiram manda-la logo de seguida ao mar.

 

A outra espécie era uma adulta da tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea) também conhecida como tartaruga parda ou ainda tartaruga do alto pois é mais vista no alto mar. Media 70 cm de comprimento de carapaça, apresentava sinais de cansaço e, portanto, o indivíduo foi levado para as instalações do INDP para avaliação. Foi baptizada com o nome de Olinda. 

 

A tartaruga oliva é a mais pequenas de todas as tartarugas marinhas, possui uma carapaça quase redonda, com 6 ou mais placas laterais, as margens laterais voltadas para cima e o topo da carapaça achatado.

Assim como todas as outras espécies de tartarugas marinhas, a oliva está ameaçada de extinção. Embora seja a mais abundante no mundo, é uma espécie rara no arquipélago de Cabo Verde. Os principais locais de desova localizam-se no pacífico ocidental (do México à Costa Rica), no nordeste da Índia e no Atlântico (no Suriname).

Até pouco tempo não havia registos de espécimes vivos em Cabo Verde, mas este ano esta ja é segunda tartaruga oliva encontrada enrolada em rede na zona entre canal de Calhau/Baia das gatas, provando a ocorrência, mesmo que seja ocasional, da espécie nas nossas agua.

 

NUNO GOMES, um dos pescadores de Salamansa que resgataram as tartarugas.

 

Obrigada Salamansa!!!!

publicado por INDP às 07:52
29 Outubro 2010

Durante a vigília, na quarta-feira, 20 de Outubro de 2010, às 22 horas, após 50 dias de incubação, os voluntários de Ponta de Pon presenciaram o nascimento de 56 tartaruguinhas dentro da rede colocada ao redor do ninho. Na madrugada mais seis emergiram e, na noite seguinte, mais duas. Contabilizando 64 tartaruguinhas vivas, dos 88 avos transladados para aquela praia. Os restantes ovos, 22 não estavam fertilizados e dois albinos estavam mortos.

No dia seguinte, pela manha, as tartaruguinhas foram acompanhadas ao mar pelas mãos de mais de 200 crianças e professores das escolas do EBI (Ensino Básico Integrado). Foi uma manifestação de alegria e emoção.

A alegria das crianças esteve acompanhada pela presença da população local, banhistas, muitos adultos e curiosos que faziam suas caminhadas matinal.

 

Originariamente, o ninho foi colocado por uma TARTARUGA MAE numa zona desfavorável na praia do Norte da Baia das Gatas, de onde foi translado para a Praia da Laginha pelos Voluntário de Ponta de Pon, com apoio de uma bióloga do INDP, a Dra. Alciany da Luz.

Sendo a Laginha uma praia urbana bastante frequentada, a colocação do ninho nesse local teve como o objectivo chamar atenção da população civil, dos Mindelenses e de cidadãos de outras ilhas de Cabo Verde para os problemas que assolam as tartarugas marinhas, aliadas com os problemas ambientais.

 

O ninho é, também, uma oportunidae para a população civil, em particular as crianças, de se encontrar cara a cara com a natureza, ver, conhecer e acariciar uma tartaruguinha.

 

 Muito obrigada a todos que nos ajudaram a cuidar do ninho.

publicado por INDP às 07:18
20 Outubro 2010

No dia 14 de Outubro de 2010, um grupo de jovens da cidade do Mindelo, pescava na zona das pedras na Baia das Gatas, em São Vicente, avistaram uma tartaruga comum (Caretta caretta) que boiava sempre no mesmo local. A mesma já se encontrava no local pelo menos 8 horas. Os jovens achando esse comportamento estranho, chamaram para os Bombeiros e a Policia Nacional avisando-os do acontecimento. Estes de prontidão chamaram ao INDP. Chegando no local os técnicos do INDP aperceberam que a tartaruga estava enroscada nas pedras com uma linha. No entanto, devido a agitação do mar era difícil chegar a tartaruga. Nesse mesmo instante, um dos jovens teve a ideia de contactar um mergulhador em Salamansa, uma comunidade piscatória próxima da zona. O mergulhador/pescador não hesitou em a ajudar a tartaruga.  Esta, não esperava para mais, ao cortar a linha o animal “voou” para o alto mar.

A tartaruga presa nas pedras

 

O mergulhador chegando perto para resgatar a tartaruga

 

O mergulhador relatou que era uma tartaruga adulta e estava presa com uma grossa linha de pesca que normalmente se utiliza em longline (engenho de pesca usado maioritariamente por embarcações estrangeira). Provavelmente a tartaruga vinha enrodilhada com a linha e esta ficou presa nas pedras próxima da costa.

Recordemos que a pesca acidental durante a faina industrial e a pesca fantasma (pesca feita por engenhos perdidos no mar) representam ameaças para as tartarugas em todo o mundo. Em Cabo Verde, inclusive na zona de actuação do projecto de conservação das tartarugas marinhas do INDP, são frequentemente encontradas tartarugas presas em redes, linhas e ou outros engenhos de pesca.

Esq/dir:Fredy, Kevin, Anildo, Carlos (mergulhador) e Gonçalo

 

Um agradecimento especial para o Fredy, o Kevin, o Anildo, o Gonçalo (os jovens), o Sr. Carlos (o mergulhador), os Bombeiros e a Policia Nacional, por terem salvos mais esta tartaruga.

 

JUNTOS PODEMOS FAZER MELHOR…

publicado por INDP às 12:32
13 Outubro 2010

Aproveitamos para lançar um apelo à população Mindelense para estarem atentes, principalmente a noite (entre às 18 horas e 8 horas de manhã), a partir do dia 15 de Outubro 2010, data prevista para eclosão do ninho na Laginha. No caso de serem observados filhotes dentro da rede do ninho por favor contactar: Policia nacional – 132; Capitania dos Portos – 232 44 92; Nelson Lopes – 9768161.

 

Recordamos que o ninho foi encontrado no dia 1 de Setembro na praia do Norte de Baía, abaixo da linha da maré e corria risco de ser inundado. No mesmo dia foi transladado para a praia da Laginha. Contém 88 ovos.

  • O período de incubação dos ovos de Tartaruga é, em media, de 50-60 dias;
  • Com eclosões observadas com um mínimo de 45 dias;
  • Geralmente as fêmeas desovam entre o por do sol e o amanhecer. Os filhotes também nascem, entre o por do sol e o amanhecer;
  • Sendo estes animais seres aquáticos lhes é conveniente sair das praias em horas nocturnas para se protegerem do sol e de possiveis predadores.

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publicado por INDP às 10:05
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