Tartarugas Marinhas de Cabo Verde
Plataforma de divulgação do trabalho em defesa das Tartarugas Marinhas em Cabo Verde
18 Novembro 2010

CONTINUANDO COM AS ACTIVIDADES REALIZADAS

   

  • Lançamento de tartaruguinhas ao mar

Como forma de sensibilização, as crianças do EBI e do Jardim Infantil de Carriçal foram convidadas a lançar tartaruguinhas ao mar, aproveitando-se sempre para responder as questões dos alunos e transmitir informações sobre as Tartarugas Marinhas e ainda mostrar porque que é importante a Conservação das TM.

 

 

Crianças do Jardim Infantil de Carriçal

 

 

Alunos da 1ª e 2ª Classe                                 Alunos da 3ª e 4ª Classe   

 

 

 Alunos de 5ª e 6ª Classe

 

Os adultos também foram convidados a lançar tartaruguinhas ao mar, pois embora a praia de Carriçal seja uma praia de desova de tartarugas uma boa parte da comunidade nunca viu uma tartarugas a desovar e nem tartaruguinhas a eclodir e indo ao mar.

 

Após o encontro com a comunidade...

 

De uma forma geral foi notável a emoção e felicidade, quer das crianças quer dos adultos durante o lançamento das tartaruguinhas ao mar.

  • Preparação e capacitação de voluntários

A participação dos voluntários iniciou-se no mês de Agosto, altura em que apreenderam a realizar as prospecções, medir e marcar tartarugas, marcar ninhos, etc. já no mês de Outubro tiveram oportunidade de apreender como colocar redes nos ninhos, seguimento de ninhos, medir e pesar crias, fazer escavações de ninhos após o período de eclosão (60 dias) esperado.

 

 

O trabalho foi sempre realizado com o apoio dos voluntários

 

Esses voluntários que foram treinados durante o período estão continuidade as trabalhos com os ninhos, pois ainda as eclosões não terminaram na praia de Carriçal.

 

Durante esse pouco mais de um mês esteve-se seguindo 24 ninhos, contudo ao sair de Carriçal ainda encontrava-se 10 por nascer. Pelas mãos das crianças de Carriçal foram lançadas ao mar 410 tartaruguinhas, no global mais de 500 foram para o mar, mas o nº aumentou porque já houve mais eclosões.

 

 

 

É de destacar o notável interesse e empenho que a comunidade vem demonstrando para a conservação das tartarugas.

 

 

Muito obrigado Comunidade de Carriçal

                                                                                             

Alciany da Luz (Bióloga Marinha)

publicado por INDP às 14:22
15 Novembro 2010

Durante o mês de Outubro um grupo, constituído por uma bióloga e voluntários, esteve a trabalhar na ilha de São Nicolau mais concretamente na comunidade de Carriçal – Ribeira Brava.

Várias actividades foram realizadas, de forma a dar continuidade aos trabalhos iniciados nos meses anteriores. Nesta fase realizou-se, de entre outras, as seguintes actividades:

 

 

Em Agosto e setembro ocorriam as desovas, já em Outubro ocorriam as eclosões

  • Seguimento de ninhos marcados

Desde o mês de Agosto que iniciaram as vigias nocturnas estivemos a marcar ninhos com paus, na praia de Carriçal, sendo que no total foram marcados 24 ninhos até finais de Setembro. Diariamente fazia-se a prospecção dos ninhos de forma a observar o estado que se encontravam e quando atingissem 45 dias colocava-se a rede fincando-se a aguardar a, muito ansiosamente a eclosão das crias.

 

 

Ninho marcado com pau                              Ninho já colacada a rede

  • Prospecção de praias de desova

As prospecções de rastos e ninhos continuaram durante o mês de Outubro nas praias de Carriçal e Gombeza, contudo na praia de Carriçal não foi registado nenhum rasto durante este mês. Mas em relação a praia da Gombeza foram registados 2 rastos mas nenhum ninho.

 

 

Praia de carriçal                                       Praia de Gombeza

  • Recolha de amostras genéticas

Durante o mês de Agosto foram recolhidas amostras de tartarugas que iam desovar na praia de Carriçal, já no mês de Outubro recolheu-se amostras de tartaruguinhas que nasciam. Este trabalho foi realizado num âmbito de um protocolo estabelecido entre o PCTM e IFM-Geomar.

 

 

1º - Media-se e pesava-se as tartaruguinas   2º - recolha da amostra genética

  • Encontros com a comunidade

De forma a conseguir um maior envolvimento da comunidade realizou-se dois encontros, em que o primeiro teve como principal objectivo mostrar a comunidade a filosofia do Projecto de conservação das Tartarugas Marinhas que é, a conservação baseada no desenvolvimento sustentável das comunidades.

 

 

                       Reuniões com a comunidade de Carriçal

 

Já o segundo encontro que foi realizado no final do mês de Outubro teve por finalidade apresentar um resumo dos resultados obtidos ate aquele momento e ainda apresentar/recolher propostas para a campanha de 2011.

 

 

CONTINUA...

 

 

publicado por INDP às 18:04
03 Novembro 2010

Durante a faina de pesca no dia 28 de Outubro de 2010, alguns pescadores de Salamansa encontraram duas tartarugas marinhas enroladas numa rede entre Calhau e Baia da das gatas, São Vicente. A rede é usada em embarcações estrangeira durante a pesca de atum. Os pescadores resgataram as tartarugas e trouxeram-nas para terra. De seguida contactaram o INDP.

 

 

Se tratava de duas tartarugas marinhas de espécies diferentes. Uma era juvenil da tartaruga comum Caretta caretta, também chamada nesta de zona de tartaruga de praia pois é a espécie normalmente encontrada nas praias a desovar. Media 55,5 cm comprimento de carapaça. Foi marcada com as anilhas de nº 540 e 541 e baptizada com o nome de Dorinha. Ela não apresentava ferimento nem sinais de stress, portanto, os pecadores decidiram manda-la logo de seguida ao mar.

 

A outra espécie era uma adulta da tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea) também conhecida como tartaruga parda ou ainda tartaruga do alto pois é mais vista no alto mar. Media 70 cm de comprimento de carapaça, apresentava sinais de cansaço e, portanto, o indivíduo foi levado para as instalações do INDP para avaliação. Foi baptizada com o nome de Olinda. 

 

A tartaruga oliva é a mais pequenas de todas as tartarugas marinhas, possui uma carapaça quase redonda, com 6 ou mais placas laterais, as margens laterais voltadas para cima e o topo da carapaça achatado.

Assim como todas as outras espécies de tartarugas marinhas, a oliva está ameaçada de extinção. Embora seja a mais abundante no mundo, é uma espécie rara no arquipélago de Cabo Verde. Os principais locais de desova localizam-se no pacífico ocidental (do México à Costa Rica), no nordeste da Índia e no Atlântico (no Suriname).

Até pouco tempo não havia registos de espécimes vivos em Cabo Verde, mas este ano esta ja é segunda tartaruga oliva encontrada enrolada em rede na zona entre canal de Calhau/Baia das gatas, provando a ocorrência, mesmo que seja ocasional, da espécie nas nossas agua.

 

NUNO GOMES, um dos pescadores de Salamansa que resgataram as tartarugas.

 

Obrigada Salamansa!!!!

publicado por INDP às 07:52
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