Tartarugas Marinhas de Cabo Verde
Plataforma de divulgação do trabalho em defesa das Tartarugas Marinhas em Cabo Verde
29 Outubro 2010

Durante a vigília, na quarta-feira, 20 de Outubro de 2010, às 22 horas, após 50 dias de incubação, os voluntários de Ponta de Pon presenciaram o nascimento de 56 tartaruguinhas dentro da rede colocada ao redor do ninho. Na madrugada mais seis emergiram e, na noite seguinte, mais duas. Contabilizando 64 tartaruguinhas vivas, dos 88 avos transladados para aquela praia. Os restantes ovos, 22 não estavam fertilizados e dois albinos estavam mortos.

No dia seguinte, pela manha, as tartaruguinhas foram acompanhadas ao mar pelas mãos de mais de 200 crianças e professores das escolas do EBI (Ensino Básico Integrado). Foi uma manifestação de alegria e emoção.

A alegria das crianças esteve acompanhada pela presença da população local, banhistas, muitos adultos e curiosos que faziam suas caminhadas matinal.

 

Originariamente, o ninho foi colocado por uma TARTARUGA MAE numa zona desfavorável na praia do Norte da Baia das Gatas, de onde foi translado para a Praia da Laginha pelos Voluntário de Ponta de Pon, com apoio de uma bióloga do INDP, a Dra. Alciany da Luz.

Sendo a Laginha uma praia urbana bastante frequentada, a colocação do ninho nesse local teve como o objectivo chamar atenção da população civil, dos Mindelenses e de cidadãos de outras ilhas de Cabo Verde para os problemas que assolam as tartarugas marinhas, aliadas com os problemas ambientais.

 

O ninho é, também, uma oportunidae para a população civil, em particular as crianças, de se encontrar cara a cara com a natureza, ver, conhecer e acariciar uma tartaruguinha.

 

 Muito obrigada a todos que nos ajudaram a cuidar do ninho.

publicado por INDP às 07:18
20 Outubro 2010

No dia 14 de Outubro de 2010, um grupo de jovens da cidade do Mindelo, pescava na zona das pedras na Baia das Gatas, em São Vicente, avistaram uma tartaruga comum (Caretta caretta) que boiava sempre no mesmo local. A mesma já se encontrava no local pelo menos 8 horas. Os jovens achando esse comportamento estranho, chamaram para os Bombeiros e a Policia Nacional avisando-os do acontecimento. Estes de prontidão chamaram ao INDP. Chegando no local os técnicos do INDP aperceberam que a tartaruga estava enroscada nas pedras com uma linha. No entanto, devido a agitação do mar era difícil chegar a tartaruga. Nesse mesmo instante, um dos jovens teve a ideia de contactar um mergulhador em Salamansa, uma comunidade piscatória próxima da zona. O mergulhador/pescador não hesitou em a ajudar a tartaruga.  Esta, não esperava para mais, ao cortar a linha o animal “voou” para o alto mar.

A tartaruga presa nas pedras

 

O mergulhador chegando perto para resgatar a tartaruga

 

O mergulhador relatou que era uma tartaruga adulta e estava presa com uma grossa linha de pesca que normalmente se utiliza em longline (engenho de pesca usado maioritariamente por embarcações estrangeira). Provavelmente a tartaruga vinha enrodilhada com a linha e esta ficou presa nas pedras próxima da costa.

Recordemos que a pesca acidental durante a faina industrial e a pesca fantasma (pesca feita por engenhos perdidos no mar) representam ameaças para as tartarugas em todo o mundo. Em Cabo Verde, inclusive na zona de actuação do projecto de conservação das tartarugas marinhas do INDP, são frequentemente encontradas tartarugas presas em redes, linhas e ou outros engenhos de pesca.

Esq/dir:Fredy, Kevin, Anildo, Carlos (mergulhador) e Gonçalo

 

Um agradecimento especial para o Fredy, o Kevin, o Anildo, o Gonçalo (os jovens), o Sr. Carlos (o mergulhador), os Bombeiros e a Policia Nacional, por terem salvos mais esta tartaruga.

 

JUNTOS PODEMOS FAZER MELHOR…

publicado por INDP às 12:32
13 Outubro 2010

Aproveitamos para lançar um apelo à população Mindelense para estarem atentes, principalmente a noite (entre às 18 horas e 8 horas de manhã), a partir do dia 15 de Outubro 2010, data prevista para eclosão do ninho na Laginha. No caso de serem observados filhotes dentro da rede do ninho por favor contactar: Policia nacional – 132; Capitania dos Portos – 232 44 92; Nelson Lopes – 9768161.

 

Recordamos que o ninho foi encontrado no dia 1 de Setembro na praia do Norte de Baía, abaixo da linha da maré e corria risco de ser inundado. No mesmo dia foi transladado para a praia da Laginha. Contém 88 ovos.

  • O período de incubação dos ovos de Tartaruga é, em media, de 50-60 dias;
  • Com eclosões observadas com um mínimo de 45 dias;
  • Geralmente as fêmeas desovam entre o por do sol e o amanhecer. Os filhotes também nascem, entre o por do sol e o amanhecer;
  • Sendo estes animais seres aquáticos lhes é conveniente sair das praias em horas nocturnas para se protegerem do sol e de possiveis predadores.

Contamos com Todos

Juntos podemos fazer melhor...

publicado por INDP às 10:05
12 Outubro 2010

Sou Catherine Molinari bióloga e voluntária italiana. Eu sempre quis vir a África, e este ano tive a oportunidade de trabalhar neste projecto de tartarugas marinhas no INDP.

A experiência foi marcante tanto porque eu pude trabalhar em estreita colaboração com os voluntários crioulos e conviver entre eles, tanto a nível científico, aprendendo a técnicas monitorização de praias e marcação de tartarugas, como também na a nível social. Esta foi a primeira vez que vi uma tartaruga, e tive oportunidade de trabalhar com ela. É um gigante, silencioso e ouso dizer até mesmo tímido. Particularmente um animal, um pouco de como os crioulos: muito paciente. Deixam o seu futuro nas mãos do destino. Durante os dois meses de trabalho se alternaram momentos serenos e belos a mais difícil e nervosa, devido a diferença de cultura, nem sempre as condições de vida se revelaram fáceis. Da minha parte, tentei aprender o máximo possível do ponto de vista profissional.

Tive a oportunidade de trabalhar em duas ilhas: São Nicolau e São Vicente e descobrir que cada uma tem sua própria forma de ser, sua música, sua linguagem, em suma, uma característica de personalidade e isso é maravilhoso! Eu recomendo a todos esse tipo de experiência. Obrigada!

 

(em italiano)

Sono Caterina Molinari biologa italiana. Ho sempre desiderato vedere l’africa e quest’anno ho avuto l’opportunità di lavorare a questo progetto di tartarughe marine presso l’INDP. L’esperienza è stata molto interessante sia perché ho potuto lavorare a stretto contatto con i ragazzi Crioli e vivere in mezzo a loro sia a livello scientifico perché ho potuto apprendere il lavoro di monitoraggio sulle tartarughe. È la prima volta che vedo una tartaruga e che lavoro con lei. È gigante, silenziosa e oserei dire anche timida. Un’animale particolare, un po’ come la gente criola: molto paziente. Lasciano il loro futuro in mano alla sorte.

Durante i due mesi di lavoro si sono alternati momenti belli e sereni a momenti più difficili e nervosi vuoi per la differenza di cultura vuoi per le condizioni di vita non sempre facili. Da parte mia ho cercato di apprendere il più possibile sia dal punto di vista lavorativo che da quello della vita ed ero aperta a dare tutto quello che potevo. Ho avuto la possibilità di lavorare in due isole: Sao Vincent e San Nicolau e scoprire che ognuna possiede una sua morfologia, una sua musica, una sua lingua insomma una sua personalità caratterizzante e questo è stupendo! Consiglio a tutti di fare una esperienza di questo tipo.

 

 

publicado por INDP às 11:48
12 Outubro 2010

Durante a campanha de 2010 na comunidade da Cruzinha da Garça foram realizadas varias actividades visando a conservação das Tartarugas Marinha na região.

Inicialmente o grupo de tartaruga formado em Março de 2010 se reuniu com a direcção da Associação Comunitária Nova Esperança da Cruzinha e com toda a comunidade. Desse encontro foram formados os grupos de trabalho para o período que tinha como objectivo:

  1. Fazer a prospecção de rastos e ninhos pelas diferentes praias da região;
  2. Monitorização das praias para o seguimento e marcação de fêmeas durante a desova;
  3. Campanhas de sensibilização nas comunidades mais da Cruzinha da garça.

Entretanto nas praias próximas da Cruzinha verificou-se uma fraca afluência de tartarugas. Facto esse que fez com que a comunidade se mobiliza-se para outras praias mais distantes na zona Norte, sem deixar de lado as praias da Cruzinha. Viajaram para as comunidades de Monte Trigo e Ribeira Alta onde realizaram campanhas de sensibilização e prospecção de rastos e ninhos. Um pequeno grupo de trabalho ficou na comunidade de Monte Trigo durante uma semana, de forma a dar continuidade aos trabalhos já iniciados.

A quando da chegada do grupo ao Monte Trigo, em toda a costa foram identificados inúmeros rastos tanto antigos como novos, mas destes foram contabilizado apenas os rastos novos ou frescos. Entretanto durante a permanência do grupo no local não foi possível dar continuidade aos trabalhos de campo, pelo facto da maré estar muito agitado.

De uma forma geral pode-se dizer que o trabalho realizado na costa desde Monte Trigo até Cruzinha foi muito satisfatório, onde foram contabilizados a volta de 80 rastos, 25 ninhos e foram marcadas 5 tartarugas. 

publicado por INDP às 08:15
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