Tartarugas Marinhas de Cabo Verde
Plataforma de divulgação do trabalho em defesa das Tartarugas Marinhas em Cabo Verde
30 Janeiro 2009

 

No ano 2006 e 2007 a INDP, aliada a outras organizações realizou uma campanha de sensibilização e educação sobre a preservação das tartarugas marinhas junto da população nas ilhas de S. Antão, S. Vicente e S. Nicolau.
 

Em S.Antão foi feita formação dos voluntários, conversaram  com a população,  principalmente com pescadores

 
 
 
Em S.Nicolau visitaram-se as praias e as respectivas localidades, fizeram uma campanha de sensibilização comunicando directamente com a população local
 
 
Em S. Vicente na praia da Laginha fizeram-se apresentações à população com placas educativas e conversaram com a população. Cercaram-se ninhos de tartarugas e fizeram-se vigílias na praia à noite.
 
 
Autor Melisa Alves

 

publicado por INDP às 11:07
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29 Janeiro 2009

 

Muitas das tartaruguinhas quando nascem, morrem antes de chegar ao mar devido ao grande número de predadores existentes na praia, outras não chegam a idade adulta também por existirem muitos predadores no mar.
Mas a grande causa da diminuição da população das tartarugas marinhas são os humanos.   
Devido a pesca e caça das tartarugas, muitas nem chegam a maturidade reprodutiva ou são mortas nas praias e não chegam a desovar.
 
 
 
  Poluição dos mares e praias 
 
 
Apanha descontrolada da areia nas praias onde desovam, destruindo ninhos ou deixando a praia sem areia para as tartarugas desovarem.
 

 

 

publicado por INDP às 11:32
26 Janeiro 2009

O 1º encontro

No dia 05  a 08 de Outubro três tartaruguinhas recém nascidas da espécie Caretta caretta, geralmente conhecidas por tartarugas vermelhas ou cabeçudas, foram trazidas ao Instituto Nacional do Desenvolvimento das Pescas (INDP). Uma das tartaruguinhas foi encontrada dentro da estação da Shell na Galé no dia 5 e outra no mesmo local no dia 8. Foram  prontamente recolhidas pelo guarda (José da Cruz)  e logo após pela bióloga Sandra Correia do INDP. A outra tartaruguinha foi encontrada na praia de Saragarça no dia 5 por um banhista que por aí passava, também encaminhada ao INDP, na Cidade do Mindelo.

 

 

As duas tartaruguinhas que foram encontradas no dia 5 , provenientes de ninhos de zonas diferentes e provavelmente de mães diferentes, tiveram um encontro que raramente acontece antes de chegarem ao mar. As “gémeas” por afinidade foram carinhosamente cuidadas e mantidas dentro de um recipiente com água do mar para serem e lançadas ao mar ao anoitecer.

 

 

Neste mesmo dia, o estagiário do Projecto de Conservação Marinha e Costeira (PCMC) foi contactado para verificar o estado das duas tartaruguinhas. As mesmas encontravam-se de boa saúde e cheio de energia. Pelo facto de serem encontradas na madrugada deste mesmo dia é bem provável que a eclosão aconteceu na noite passada. Assim, no dia 5, a praia de Galé foi então alvo de uma inspecção para se verificar a possível existência de mais tartaruguinhas perdidas local. Não se viu qualquer vestígio de tartaruguinhas, nem tão pouco rastos ou cascas de ovos. No entanto no dia 8 a terceira tartaruguinha, que não foi detectada na inspecção, apareceu dentro da estação da Shell. Provavelmente, estava perdida.

 

 

  

As tartarugas marinhas

As ilhas de Cabo Verde são visitadas por cinco espécies de tartarugas marinhas, entre elas a tartaruga verde (Chelonia mydas), a Tartaruga de casco levantado ou cágado (Erethmochelys imbricata), a tartaruga parda (Lepidochelys olivacea), tartaruga preta ou de couro (Dermochelys coreacea) e a tartaruga cabeçuda ou vermelha (Caretta caretta).

 

Das cinco espécies, somente a cabeçuda (Caretta caretta) é que nidifica (desova) nas praias de Cabo Verde. As maiores zonas de desova acontecem nas ilhas de Boavista, Sal e Maio. Uma pequena quantidade também desova nas ilhas de São Nicolau, Santa Luzia e São Vicente. A população de tartarugas marinhas que nidificam em Cabo Verde foi estimado no ano 2005 em 5 mil fêmeas, o que coloca a população de tartarugas de Cabo verde como sendo a segunda maior do Atlântico Norte atrás da Florida nos EUA.

A separação

As duas primeiras tartaruguinhas foram lançados ao mar no dia 5 de Outubro, pelas 18 horas e 30 minutos na praia de Galé pela Bióloga Sandra Correia do INDP, Evandro Lopes e a família Correia que fez a questão de prestar homenagem nessa despedida. Como não tiveram nenhum problema de orientação ao mar, pensamos que o tempo de permanência em terra depois da eclosão foi somente de um dia. A terceira tartaruguinha foi lançada ao mar no dia 8 de na mesma hora na Praia de Galé.

“Protege-me, eu viva tenho mais valor”

A nível mundial, estas espécies são consideradas como ameaçadas ou em vias de extinção. Em Cabo Verde, o Decreto Regulamentar nº 7/2002 de 30 de Dezembro estabelece a protecção total deste grupo de espécies, proibindo a sua captura, venda, ou comercialização ao longo de todo o ano. Apesar de muitos esforços realizados na preservação das tartarugas marinhas em cabo verde, a apanha de tartarugas ainda é uma realidade. No entanto, pelas campanhas realizadas este ano na Praia de Laginha, em São Vicente, despertou na população o interesse e a necessidade de proteger o nosso património. O resultado destas campanhas tem sido evidente visto que a população está mais sensibilizada e atenta na defesa desta causa. Um exemplo disso é o contacto para entregas de tartaruguinhas encontrado em zonas impróprias ou ainda denúncias de apanhas de tartarugas.

 

 

 

 

Foto 1 e 2: As duas tartaruguinhas na caminhada para o mar/ Sandra Correia

Fontes: Estudo comparativo da biometria, peso e tamanho de eclosão das crias de Caretta caretta…,Delgado, I.

 

Sandra Correia – Bióloga do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP)

Evandro Lopes – Estagiário do Projecto de Conservação Marinha e Costeira, em São Vicente

 

 

 

publicado por INDP às 10:06
08 Janeiro 2009

A partir do mês de Junho as tartarugas fêmeas começam a sair do mar em direcção as praias para por os seus ovos na areia.

 

 
Com as patas cavam um buraco na areia e desovam cerca de 80 a 140 ovos
 
 
Depois voltam a tapar o ninho e regressam ao mar.
 
 
Durante 45 a 60 dias os ovos ficam enterrados ate as tartaruguinhas estiverem prontas para sairem dos ovos.
 
 
 
Depois começam a longa viagem em direcção ao mar.
 
 
 
Os machos passam o resto da vida no mar, enquanto as fêmeas quando estiverem prontas para reproduzirem voltam a praia onde nasceram para colocar os seus ovos
 

 

 

Autor: Melisa Alves

publicado por INDP às 10:51
08 Janeiro 2009

Ao longo dos anos o INDP junto com outras organizações(*) tem feito vários trabalhos sobre as tartarugas marinhas.

Como por exemplo:
Colocação de aparelhos de localização e identificação
 
Marcação e protecção dos ninhos 
 
Contagem dos ovos e vigilia nas praias
 
 
Contagem, pesagem e acompanhamentos até ao mar das tartaruguinhas
 
 Analises para verificar o estado de saúde das tartarugas encontradas.
 
* Direcção Geral do Ambiente de Cabo Verde,ICCM- Inst. de Canarias das Ciências Marinhas,Univ. de Las Palmas, Marine Turttles Group-MTG,PRCM-Programa Regional de Conservação Marinha e Costeira, etc.

 

Autor Melisa Alves

publicado por INDP às 09:08
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