Tartarugas Marinhas de Cabo Verde
Plataforma de divulgação do trabalho em defesa das Tartarugas Marinhas em Cabo Verde
24 Novembro 2011

Para um melhor compreensão como as tartarugas estão deslocando é dado o mapa individual de cada uma das tartarugas.

A Cor do texto contendo algumas informações, que precede o mapa corresponde a cor dos pontos representados no mapa geral, publicado no post anterior, sendo que cada cor representa uma tartaruga.

1ª TM: já conta com 122 dias de emissão de informação, sendo que até este período a profundidade máxima que já desceu foi de 194 m.  

 2ª TM: igualmente com 122 dias de emissão é a tartaruga que se encontra mais afastada de Cabo Verde, estado actualmente na zona de Serra Leoa. E a máxima profundidade alcançada por ela foi se 130 m.

3ª TM: também com 122 desde a implantação do transmissor, encontra-se muito próxima do Senegal e a profundidade máxima atingida por ela foi de 194 m.

 

4ª TM: passados 60 dias desde a colocação do transmissor, ela já deslocou até a área do Senegal e a máximo profundidade que ela já desceu foi de 159 m.

 

5ª TM: Esta é a tartaruga que o seu transmissor não esta emitindo sinal, as ultimas informações foram emitidas no dia 5-11-11, quando tinha 39 dias de emissão, tendo atingido até esse período a profundidade máxima de 89 m. 

6º TM: também como a maioria das tartarugas encontra-se muito próxima da área do Senegal, a profundidade máxima que ela já atingiu foi de 120 m e leva 60 dias desde da colocação do Transmissor. 

E assim vamos seguindo a viajem das nossas tartarugas, com a esperança que poçamos acompanha-las durante muito tempo.

Daqui algum tempo iremos actualizar os mapas destas tartarugas, esperando não haver mais perdas de transmissores e que acima de tudo as tartarugas estejam bem.

publicado por INDP às 17:45
24 Novembro 2011

Num total foram colocados 6 transmissores em TM, sendo que as 3 primeiras foram na ilha de Boavista e os outros 3 na ilha do Sal, uma vez que não foi possível coloca-los na ilha de São Vicente.

Foto da tartaruga a qual foi implantado o primeiro transmissor.

 

Desde a colocação estamos seguindo a deslocação destas TM, via satélite, com o objectivo de saber qual é o destino delas após o período de nidificação, que acontece nas nossas ilhas, nessas duas ilhas mais concretamente.

 

Esses transmissores são capazes de nos dar muitas outras informações importantes, principalmente a nível oceanográfico, tais como: Temperatura, pH, Nível de Oxigénio dissolvido, Salinidade da água, Profundidade a que elas descem, etc., e tudo isto nos permite estudar a relação desses parâmetros com a biologia da espécie.

 

O mapa abaixo mostra as posições das 6 Tartarugas Marcadas, até a data de 22-11-2011, entretanto o transmissor de umas destas tartarugas deixou de emitir informações.

  

Mapa assinalando as posições dos 6 tartarugas (NOTA: cada cor representa uma tartaruga).

 

A colocação desses transmissores resultou de uma parceria entre o IFM Geomar, o INDP, a Turtle Foundation e a Câmara Municipal de Sal. Entretanto a ideia é que no futuro possam ser instalados mais transmissores, desta feita em outras ilhas. Desta forma será possível conhecer as  tartarugas que nidificam nas nossas ilhas têm rotas e destinos diferentes.

 

No proximo post iremos mostrar o mapa individual das 6 tartarugas com transmissores.

publicado por INDP às 10:14
18 Outubro 2011

Apesar das dificuldades, o projecto esperança vai dando continuidade aos seus trabalhos de conservação, principalmente graças ao envolvimento da comunidade de Carriçal.

É que embora este ano praticamente não houve financiamento, os trabalhos foram sendo realizados graças ao envolvimento de alguns voluntários de Carriçal e Preguiça.

Segundo informações fornecidas pelos voluntários, que se encontram no terreno, este ano a época começou tarde. Mas mesmo assim não se pode considerar que foi uma má época, quando se analisa os resultados abaixo apresentados.

 

Comunidade de Preguiça

Somente foram realizadas prospecções esporádicas, pelo voluntário Manuel da Cruz (Lela), á praia de Porto Lapa, onde até o momento já foram marcados 12 ninhos. Entretanto não foi possível fazer o seguimento das outras praias da região.

No ano 2010, a praia de Porto Lapa estava muito má, sendo que praticamente não se verificaram actividades de TM nesta praia.

Comunidade de Carriçal

Graças ao envolvimento dos voluntários da comunidade, nomeadamente Sidney e Deolindo, tem-se conseguido realizar um notável trabalho de terreno na zona, embora os fracos recursos.

Este ano, os voluntários realizaram prospecções nas praias de Gombeza e Escagarra, e na praia de Carriçal realizaram trabalhos mais intensivos e com vigias nocturnas. E os resultados são notáveis:

  • Foram contabilizados 66 rastos na zona;
  • Em relação a ninhos identificaram 20 ninhos no Carriçal, 2 em Gombeza e 3 em Escagarra;
  • Marcaram 11 TM na praia de carriçal sendo que 1 fez 4 ninhos
  • E já lançaram mais de 400 tartaruguinhas ao mar.

 

 

A nós resta-nos agradecer a comunidade do Carriçal pelo envolvimento na conservação de TM e em especial aos voluntários Lela, Sidney e Deolindo pela dedicação, esforço e empenho que têm demonstrado.

Á todos muito Obrigado!

publicado por INDP às 18:22
18 Outubro 2011

Apesar da fraca época que tivemos, relativamente a frequência de TM nas nossas praias em São Vicente, as eclosões já iniciaram e são sempre motivo de alegria.

As eclosões

A primeira eclosão aconteceu no dia 1 de Outubro por volta da 20:00, na praia do Galé. Do ninho, com 49 dias de incubação, nasceram as primeiras 24 Tartaruguinhas. Poucos dias depois nasciam mais 21 Tartaruguinhas, que nasceram simultaneamente de dois ninhos, do ninho que já havia eclodido e de um outro que já ia no 54º dia de incubação.

 

 

O lançamento ao Mar

Como as tartaruguinhas nasceram sábado a noite, o lançamento aconteceu no domingo de manhã (as 7h) na praia da Laginha. E como é hábito o acto chamou a atenção das pessoas que se encontravam na praia, que aproveitaram para fazer algumas perguntas, tais como: “ Onde nasceram?” “Quanto tempo levam para se reproduzirem pela primeira vez?” “ Se o facto de serem lançadas numa outra praia, que não aquela onde nasceram, irá as afectar quando forem adultas?” “Porque não deixamos elas crescerem um pouco mais antes de ás ao mar?” etc., e é claro que dentro das nossas possibilidades fomos respondendo as perguntas.

 

 

Para o 2º lançamento ao mar que aconteceu numa terça-feira a tarde (as 18h), foi possível convidar algumas crianças do EBI para o acto de lançamento, como já vem sendo hábito. Desta vez foi uma turma do 4º ano da Escola Aurélio Gonçalves, que participou no lançamento, e como sempre as perguntas das crianças, que são sempre bem-vindas, não faltaram.

 

 

 

Agora que estas tartaruguinhas já se encontram no seu lar, esperemos que tenham sorte para que algumas delas consigam chegar a fase adulta e um dia voltarem à uma das nossas praias para desovar.

 

 

publicado por INDP às 14:04
04 Outubro 2011

Em 2011, o número TM foi considerado muito baixo na nossa região, e para complicar mais a situação, desde o dia 1 de Setembro, encontra-se encalhado na zona da Galé (Lazareto), São Vicente, o rebocador Leopard, de nacionalidade ucraniana. Desde então vem derramando combustível no mar.

De acordo com as informações, disponíveis nos meios de comunicação o navio continha a bordo aproximadamente 500 toneladas de combustível. Contudo informações vinculadas no dia 29 de Setembro, dão conta que foram retiradas da embarcação 280 toneladas de gasóleo e água oleosa do navio, a noticia esta disponível no seguinte link: http://noticias.sapo.cv/inforpress/artigo/60636.html

 

Este ano decidimos colocar os ninhos que se encontravam em situação de risco na praia de galé, e com os pequenos derrames ocorridos até então nesta praia, ainda, não sabemos qual será o efeito que terá sobre eles. Na verdade, neste momento o risco não é apenas para os ninhos, mas também para todas a formas de vida existente na zona.

Contudo ainda o perigo não passou, porque segundo o mesmo artigo, não há certeza de que todo o combustível foi retirado. Isto põe a nu a fragilidade nacional em relação a um possível derrame, pois não temos condições para dar respostas em caso de acidentes simples como esse, quanto mais em casos mais complicados

Por cá teremos que continuar com o nosso trabalho, sempre com a esperança que o pior já passou, que os nossos ninhos estão salvos, aguardando as eclosões, previsto para o incio do mês de Outubro.

publicado por INDP às 12:21
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